Parte 2: O Presente Perfeito

Entre Lençóis de Cetim

A Cama

Pedro ergueu-me do jacuzzi, a água escorrendo pelos nossos corpos. Não nos secámos. Ele levou-me ao colo, com as minhas pernas entrelaçadas na sua cintura, até à cama king-size, deixando um rasto de gotas pelo chão de madeira. Quando me deitou sobre os lençóis brancos, senti o tecido fresco colar-se à minha pele molhada, um contraste delicioso depois do calor da água.

Pensei que me fosse cobrir, possuir imediatamente. Mas Pedro tinha outros planos.

Ajoelhou-se aos pés da cama, puxou-me pelas pernas até à beira, e abriu-as devagar, os seus olhos escuros a devorarem-me.

– Ainda não acabei contigo – disse, a voz grave carregada de promessa. – Nem perto disso.

A Adoração

Começou pelos meus pés. Beijou cada dedo demoradamente, mordiscou o arco, subiu pelos tornozelos com a língua. Cada toque era deliberado, calculado para me fazer arder. As suas mãos massajavam as minhas pernas enquanto a boca subia pelas minhas coxas, tão perto do sítio onde eu mais o queria, mas nunca chegando lá.

– Pedro… – gemi, com as mãos agarradas aos lençóis.

– Paciência – murmurou contra a minha pele. – Quero ouvir-te implorar.

E fez-me implorar. Quando finalmente a sua boca chegou ao meu centro, quando a sua língua me tocou pela primeira vez, arqueei-me da cama com um grito. Ele segurou-me as ancas, mantendo-me no lugar, e devorou-me com uma fome que me deixou sem ar.

Era hábil, sabia exatamente onde tocar, onde lamber, onde sugar. Alternava entre movimentos lentos e torturantes e investidas rápidas que me faziam ver estrelas. Quando introduziu dois dedos dentro de mim, curvando-os no ângulo perfeito enquanto a língua continuava o seu trabalho, senti o orgasmo aproximar-se como um comboio descontrolado.

– Vem para mim, Betty – ordenou, e o som da sua voz, rouca de desejo, foi o que me empurrou.

Explodi, as mãos agarradas ao seu cabelo, o corpo a convulsionar contra a sua boca. Ele não parou, prolongando cada onda de prazer até eu estar a tremer, hipersensível, completamente à sua mercê.

A Inversão

Quando finalmente consegui respirar, puxei-o para cima, beijando-o com fome, saboreando-me nos seus lábios. Mas desta vez, fui eu quem tomou controlo.

Empurrei-o de costas na cama e sentei-me sobre o seu peito, os meus cabelos ainda húmidos a caírem à nossa volta como uma cortina.

– A minha vez – sussurrei.

Desci pelo seu corpo, beijando, mordiscando, marcando. Quando cheguei ao seu membro, já duro e pulsante, olhei para ele nos olhos e lambi-o lentamente da base até à ponta. Vi-o cerrar os dentes, os músculos do abdómen a contraírem-se.

Envolvi-o com a boca, descendo devagar, saboreando o peso dele na minha língua, o sabor salgado da sua pele. As mãos dele encontraram o meu cabelo, não forçando, apenas guiando, e comecei a mover-me.

Alternava entre sugar e lamber, usando a mão para acariciar o que a boca não alcançava. Ouvia-o gemer, sentia-o pulsar, e isso dava-me um poder embriagante. Quando olhei para cima, encontrei os seus olhos fixos em mim, escuros de desejo.

– Betty, se não parares… – avisou, a voz era tensa.

Mas eu não queria parar. Queria levá-lo ao limite, queria sentir o seu controlo desfazer-se. Intensifiquei os movimentos, e segundos depois, ele puxou-me bruscamente para cima.

A Entrega Total

– Agora – rosnou, virando-me de costas num movimento fluido.

Posicionou-se atrás de mim, as mãos firmes nas minhas ancas, erguendo-as. Senti a ponta dele roçar-me, provocando, e empurrei-me contra ele, impaciente.

– Diz o que queres – exigiu, a voz rouca.

– Quero-te dentro de mim. Agora. Com força.

E ele obedeceu.

Entrou de uma só vez, profundo, preenchendo-me completamente. Gritei para a almofada, as mãos agarradas aos lençóis. Ele não foi gentil. Não havia espaço para gentileza agora. As suas investidas eram profundas, poderosas, cada uma arrancando-me um gemido.

Uma das suas mãos subiu pelas minhas costas, agarrou o meu cabelo, puxando a minha cabeça para trás. A outra mão rodeou-me, encontrando o meu clítoris, acariciando em círculos enquanto continuava a mover-se dentro de mim.

– És minha esta noite – disse ao meu ouvido. – Completamente minha.

– Sim – gemi. – Tua. Toda tua.

O prazer construía-se novamente, mais intenso desta vez. Cada investida atingia o ponto perfeito, cada toque dos seus dedos enviava choques elétricos pelo meu corpo. Estava perto, tão perto…

– Vem-te comigo – ordenou, e senti-o pulsar dentro de mim.

Foi tudo o que precisei. O orgasmo atingiu-nos simultaneamente, uma explosão de sensações que nos deixou ambos a gritar, os corpos convulsionando juntos. Ele continuou a mover-se, prolongando cada segundo, até finalmente colapsar sobre mim, ambos ofegantes, suados, completamente saciados.

A Ternura

Rolou para o lado, puxando-me para os seus braços. Ficámos ali, corações acelerados, respirações sincronizadas, as velas ainda a brilhar de forma trêmula à nossa volta.

– Feliz aniversário – sussurrou, beijando o meu ombro.

Sorri, virando-me para o encarar.

– O melhor presente de sempre.

Mas a noite ainda não tinha acabado. Quando recuperámos o fôlego, quando as mãos começaram a explorar novamente, quando os beijos se tornaram mais urgentes, percebemos que o amanhecer ainda estava longe.

E tínhamos todo o tempo do mundo.


Continua a seguir Os Segredos da Betty para mais confissões…

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Os Segredos da Betty

O lugar onde a Elisabete e a Betty são uma só…

“Betty’s Secrets” é o lugar onde a rotina de uma mulher comum encontra o inesperado.
Aqui, Betty, recatada e tímida, revela a sua vida dupla: durante o dia, é discreta; à noite, e sempre que está sozinha no trabalho ela transforma-se numa mulher ousada que explora os seus desejos mais profundos em shows online eróticos e porno, em público ou privado.
Entre confissões e contos provocantes, descobre os segredos de quem ousa viver entre o real e o proibido.
Bem-vindo ao universo da Betty, onde nada é o que parece.

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