Sábado à noite

Quando Pedro me vendou os olhos no carro, senti um arrepio percorrer-me a espinha. Não pela escuridão, mas pela antecipação. Era o meu aniversário, e ele prometera uma surpresa.
– Confia em mim – sussurrou ao meu ouvido, e o seu hálito quente fez-me estremecer.
O carro parou. Ouvi a porta abrir, senti a sua mão firme guiar-me. O ar mudou – mais fresco, com um aroma a jasmim. Depois, o som de uma porta de hotel, o tinir de uma chave eletrónica, e finalmente, o clique suave da porta do quarto.
Só quando a venda caiu é que vi.
Um quarto elegante, iluminado por dezenas de velas, no aparador uma taça com morangos e um frappé com uma garrafa de espumante… E ali, através das portas de vidro abertas, uma varanda privada com um jacuzzi fumegante sob o céu estrelado.
– Feliz aniversário, Betty – disse Pedro, os seus olhos escuros fixos nos meus.
A Varanda Sob as Estrelas
Não houve pressa. Pedro serviu champanhe, e brindámos à varanda, o vapor do jacuzzi dançando entre nós como uma promessa. Ele aproximou-se, tirou-me a taça da mão e pousou-a na mesa. Os seus dedos deslizaram pelo meu pescoço, descendo lentamente pela clavícula.
– Quero despir-te devagar – murmurou. – Quero saborear cada segundo.
E fê-lo. Botão a botão, camada a camada, enquanto o ar fresco da noite beijava a minha pele exposta. Quando finalmente entrámos no jacuzzi, a água quente envolveu-nos como um abraço líquido.
Pedro puxou-me para o seu colo, as minhas pernas a envolverem-lhe a cintura. A água borbulhava à nossa volta, mas tudo o que eu sentia era o calor do seu corpo contra o meu, as suas mãos firmes nas minhas ancas, os seus lábios explorando o meu pescoço com uma fome controlada.
– Sabes há quanto tempo penso nisto? – perguntou, a voz rouca.
Não respondi. Apenas me arqueei contra ele, sentindo cada centímetro da sua excitação pressionada contra mim. As suas mãos subiram pelas minhas costas, desceram pelas minhas coxas, exploraram cada curva com uma reverência que me fazia sentir adorada.
Quando finalmente nos unimos, ali na água quente sob as estrelas, foi como se o mundo parasse. Movíamo-nos juntos, devagar primeiro, saboreando cada sensação – o contraste entre o calor da água e o frescor do ar, a pressão dos seus dedos na minha pele, o som dos nossos gemidos misturados com o borbulhar do jacuzzi.
– Olha para mim – ordenou Pedro, e quando os nossos olhos se encontraram, a intensidade quase me desfez.
O ritmo acelerou. As suas mãos agarraram-me com mais força, mais fundo, guiando-me, controlando-me, levando-me cada vez mais alto. Agarrei-me aos seus ombros, as unhas cravadas na sua pele, perdida na sensação de estar completamente preenchida, completamente possuída.
Quando o orgasmo me atingiu, foi como uma onda que me arrastou – violenta, avassaladora, interminável. Gritei o seu nome para a noite, e senti-o pulsar dentro de mim, o seu próprio prazer a ecoar o meu.
Madrugada de Domingo
Não dormimos muito. Depois do jacuzzi, levou-me para a cama, ainda molhados, e recomeçou. Desta vez foi diferente – mais lento, mais profundo, mais íntimo. Explorou-me com a boca, com as mãos, com todo o corpo, até eu implorar.
– Por favor, Pedro…
– Diz-me o que queres – provocou, os lábios a roçarem a minha pele sensível.
– Quero-te. Agora.
E ele deu-me tudo. Uma e outra vez, até o céu começar a clarear e cairmos finalmente adormecidos, entrelaçados, exaustos, satisfeitos.
Quando acordei ao meio-dia de domingo, Pedro estava a observar-me, um sorriso preguiçoso nos lábios.
– Feliz aniversário, Betty – repetiu, beijando-me suavemente.
Foi o melhor presente que alguma vez recebi.
Continua a seguir Os Segredos da Betty para mais confissões…

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