Mais Tesão, Mais Liberdade, Menos Culpa — e a Cura de Feridas Antigas

Se me dissessem, quando eu era adolescente, que um dia chegaria aos 48 anos a sentir o auge da minha vida sexual… eu teria soltado uma gargalhada.
Não porque não acreditasse no prazer — mas porque, durante muito tempo, eu nem sequer me sentia dona do meu próprio corpo.
O que nunca contei totalmente é que a minha evolução sexual depois dos 40 não foi apenas sobre erotismo, maturidade ou tesão crescente.
Foi, acima de tudo, sobre cura.
Cura de feridas antigas.
Cura de dores que carreguei em silêncio.
Cura de um passado que, poucas pessoas sabem, e que durante muitos anos, me roubou a confiança, a voz e a sensação de pertença ao meu próprio corpo.
O bullying da infância, os abusos infantis com os quais nunca soube lidar, ou contar a alguém quando aconteceram, a vergonha que entrou cedo demais na minha vida, tudo isto fez parte da minha história.
E tudo isto me afastou do prazer durante demasiado tempo. Percebo hoje, que nas minhas relações, nunca me entreguei totalmente a sentir prazer.
Mas agora, depois dos 40… eu finalmente amadureci, reconquistei-me e despertei para uma versão de mim que eu jamais imaginaria.
Hoje posso dizer, com orgulho e com tesão:
Nunca vivi a minha sexualidade com tanta liberdade. Nunca me senti tão minha. Nunca tive tão pouca culpa.
O Corpo Que Antes Se Encolhia — Agora Expande-se
Durante anos, o meu corpo era um território confuso. Carregava memórias que eu não sabia interpretar. Reagia com inseguranças, medo e vergonha quando desejava reagir com prazer. Fechava-me quando alguém se aproximava demais.
A verdade é que, quando alguém cresce com experiências traumáticas, o corpo aprende primeiro a proteger-se, só muito mais tarde aprende a sentir.
Foi isso que aconteceu comigo.
Mas aos 40, algo começou a mudar.
Talvez tenha sido a terapia.
Talvez tenha sido a maturidade.
Talvez tenha sido finalmente perceber que os abusos que vivi não definem quem eu sou, e muito menos o tipo de mulher que posso ser. Nem sou eu que deve sentir vergonha do que aconteceu ainda na minha infância.
E aos poucos, toque após toque, encontro após encontro, descoberta após descoberta… o meu corpo reaprendeu a permitir-se ter prazer.
Reaprendeu a confiar.
Reaprendeu a permitir.
Reaprendeu a ser território de prazer, e não apenas de memória.
Hoje, quando alguém me beija devagar, sinto a pele abrir-se, não a fechar-se.
Quando sou tocada, não tenho medo, tenho vontade.
Quando desejo, já não me envergonho, deixo que o corpo fale alto.
A menina que fui na infância não tinha voz.
A mulher que sou hoje… tem gemidos.
O Tesão Depois dos 40 — Profundo, Maduro e Sem Amarras
A maior surpresa da minha vida sexual depois dos 40 foi perceber que:
O tesão não diminui – Intensifica.
A libido deixou de ser algo que eu temia perder… e tornou-se algo que floresceu em mim com uma força inesperada.
Sinto mais:
Mais fundo, mais intenso, mais consciente.
Percebo cada arrepio como se fosse um mapa.
Cada toque é uma onda que me invade por dentro.
Cada fantasia é uma porta aberta para o que antes eu não me permitia explorar.
E, talvez pela vida que tive, a maturidade trouxe-me não só desejo, mas permissão interna.
Permissão para querer.
Permissão para pedir.
Permissão para ser sexual sem culpa.
Permissão para perceber que o prazer não é pecado — é cura.
Liberdade Sexual: O Presente Que Só a Cura Traz
Quando ultrapassei os traumas, percebi uma verdade simples:
A minha sexualidade não era suja.
O que aconteceu comigo é que foi injusto.
E libertar-me disso mudou tudo.
Deixei de temer o toque.
Deixei de temer o olhar.
Deixei de temer ser desejada.
E, acima de tudo, deixei de temer desejar.
Aos 40 e poucos, fui capaz de assumir coisas que antes reprimia:
Que adoro sentir-me desejada até à exaustão.
Que gosto quando me tomam nos braços com força.
Que fantasias de domínio e submissão me excitam, não porque tenho feridas, mas porque eu escolho.
Que certas palavras sussurradas ao meu ouvido me fazem perder o controlo.
Que posso ser sensual, intensa, exibida… porque quero, não porque alguém me obriga.
E isso, essa diferença brutal entre trauma e escolha, mudou completamente a forma como vivo o prazer.
A Culpa Foi-Se. A Mulher Ficou. E O Desejo Explodiu.
Quando decidi criar o blog, e depois o OnlyFans ( Em construção e crescimento), senti algo que nunca acreditaria possível:
Pela primeira vez na vida, eu estava a mostrar o meu corpo e a minha sensualidade por vontade própria.
Não por pressão.
Não por medo.
Não porque alguém me tirou algo.
Mas porque eu finalmente tinha algo para dar.
Prazer.
Imaginação.
Confissão.
Tesão.
E cada foto, cada texto, cada fantasia escrita tornou-se um ritual de libertação.
A Betty de hoje não tem culpa.
Não tem medo.
Não tem vergonha.
Tem vida. Tesão. História. Fogo.
O Que Aprendi Depois dos 40 – E Depois da Cura
1. O prazer é meu – ninguém o tira, ninguém o define.
E agora que o descobri, nunca mais o largo.
2. O corpo guarda dores, mas também guarda o caminho de volta ao prazer.
Só precisei de coragem para o seguir.
3. A maturidade traz algo mais erótico do que qualquer fantasia: segurança.
E segurança é afrodisíaca.
4. O orgasmo cura.
Literalmente. Fisiológica e emocionalmente.
5. Falar de sexo é libertador – viver o sexo, ainda mais.
E eu finalmente faço os dois.
Hoje, aos 48 anos, Sou a Prova Viva De Que O Melhor Vem Depois
A menina que fui ficou marcada.
A mulher que sou… marca.
Com a voz, com o olhar, com as palavras, com o corpo, com a forma como agarro o meu prazer com as duas mãos, e não peço licença para o fazer.
A minha sexualidade não é uma resposta ao passado.
É a celebração de quem me tornei, apesar dele.
E se quiseres acompanhar essa jornada, de cura, tesão, liberdade e descobertas, basta seguires o meu blog.
Aqui, conto o que vivi.
O que curei.
O que ainda quero viver.
E as fantasias e experiências que só uma mulher livre, madura e inteira tem coragem de revelar.
O meu auge sexual chegou tarde…
Mas chegou quente, profundo e sem limites.
E há algo que quase ninguém imagina… mas que mudou tudo: ser camgirl transformou completamente a minha autoestima. Quando comecei, achei que seria apenas uma forma de ganhar algum dinheiro e recuperar a minha independência. Não fazia ideia de que, na verdade, estava a recuperar partes de mim que tinham sido apagadas — por traumas antigos, por relações abusivas, por anos a sentir-me pequena.
Mas ali, nas lives, algo desperta. Cada vez que alguém me olha com desejo… cada vez que me chama bonita… cada vez que vibro com as gorjetas e sinto que estou no comando… eu reconstruo mais um pedaço da mulher que sempre quis ser. A sensualidade tornou-se força. O prazer tornou-se cura. A exposição consciente tornou-se liberdade.
Ser vista, verdadeiramente vista, ensinou-me a gostar do meu corpo, das minhas curvas, da minha pele, das minhas expressões. A excitabilidade que sinto não é só sexual; é emocional. É sentir-me poderosa. É perceber que, finalmente, ninguém manda em mim.
E por isso acredito mesmo que, se mais mulheres se dessem a oportunidade de explorar a própria sensualidade sem culpa, tantos medos e feridas emocionais começariam a desaparecer. Tenho ajudado algumas a dar os primeiros passos: mulheres que me escrevem a dizer que voltaram a sentir-se vivas, desejadas, conectadas com o próprio corpo… mulheres que reencontraram a sua voz porque me viram a recuperar a minha.
E poucas coisas me deixam tão orgulhosa quanto isso, saber que, ao assumir o meu prazer, também estou a inspirar outras mulheres a libertarem-se da sombra onde viveram durante demasiado tempo.
Beijo da tua Betty
P.S.: Se precisares, fala comigo…
Obrigada pelo teu comentário