Onde o Rio Beija a Noite

O Porto acolheu-nos com o seu charme antigo, aquele aroma a história e vinho, onde as ruelas estreitas sussurram segredos a quem passa. A autocaravana ficou estacionada num miradouro sobre o Douro — o céu começava a ganhar tons de fogo, e o rio espelhava cada reflexo de luz, como se respirasse connosco.
Era a última noite da viagem.
Aquela aventura de cinco dias transformara-nos. Já não éramos apenas amigos coloridos; havia entre nós uma tesão doce, uma cumplicidade silenciosa que o corpo reconhecia antes da mente.
Saímos para um último brinde na Ribeira. O vinho do Porto era encorpado, como o toque dele na minha cintura quando me guiava entre os turistas. Cada vez que o seu braço roçava o meu, um arrepio percorria-me a pele, antecipando o que ainda não tínhamos dito — mas ambos sabíamos que iria acontecer.
Voltámos para a autocaravana, o rio lá em baixo, calmo e cúmplice. O interior estava quente, iluminado apenas por uma luz amarela suave.
Tirei os sapatos, deixei-me cair no banco e ele aproximou-se, ficando em silêncio. Os nossos olhares encontraram-se e o tempo pareceu suspenso.
O primeiro beijo foi lento, profundo… um beijo de despedida e de promessas. As mãos dele exploravam as minhas costas, e o meu corpo respondia, arqueando-se num convite silencioso.
Sentia-me molhada de desejo, a respiração ofegante como se fosse a nossa primeira vez…
A roupa foi desaparecendo entre beijos e risos abafados. O toque dele era firme, mas terno — conhecia o ritmo da minha respiração, os lugares onde a pele se tornava fogo.
Encostou-me à janela, o frio do vidro contrastando com o calor da minha pele. Lá fora, as luzes da ponte D. Luís cintilavam, refletindo-se no rio como pequenos orgasmos de luz.
O som do vento misturava-se com o das nossas respirações.
A tesão crescia, o desejo era um idioma que falávamos sem uma única palavra.
Senti o corpo dele colado ao meu, os movimentos lentos e compassados, me penetrando intensamente, como se dançássemos uma música apenas audível dentro de nós.
A cada suspiro, a cada gemido o mundo parecia desaparecer — só restava o som distante da água e o toque quente dele em mim.
A língua dele pelo meu corpo, as mãos apertavam as minhas mamas, o sexo duro me possuindo e me dando prazer a cada investida dentro de mim. Soltou um urro, tirou o pau latejante de dentro de mim e senti a vir-se, o leite quente a escorrer na minha barriga.
Quando finalmente parámos, ficámos ali, abraçados, a olhar o Douro que brilhava sob o luar. Nenhum dos dois disse nada. Não era preciso.
A viagem terminava, mas algo novo começava — uma lembrança quente, que continuaria a pulsar em cada memória, em cada desejo sussurrado ao luar.
E quando ele adormeceu, eu olhei o reflexo das luzes no vidro e sorri.
A Betty, por uns dias, tinha sido apenas Elisabete — mas o fogo dentro dela, esse, ninguém apaga.
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