
Nunca pensei que os meus pés pudessem ser tão excitantes para alguém. Sempre achei que eram apenas… pés. Mas naquela noite percebi que podiam transformar-se em armas de prazer.
Estava num bar em Lisboa quando conheci o Miguel. Moreno, olhar intenso, mas o que mais me chamou a atenção foi a forma como os olhos dele se fixavam nas minhas sandálias, como se cada movimento dos meus dedos fosse um convite. Conversámos um pouco, até que ele, meio envergonhado mas direto, disse:
— Tens os pés mais lindos que já vi… gostava de poder adorá-los.
O meu corpo estremeceu. Nunca ninguém tinha falado assim comigo. Sorri maliciosa e aceitei subir com ele ao quarto do hostel, onde ele estava hospedado.
Assim que a porta se fechou, ele ajoelhou-se aos meus pés. Sem pedir licença, tirou devagar uma sandália, deslizando a mão pelo meu tornozelo. Depois levou o pé à boca e começou a beijar-me. Primeiro suave, depois mais profundo, chupando os meus dedos um a um, como se fossem pequenos paus a entrar-lhe na boca.
A língua dele passava entre os meus dedos, quente e húmida, e cada lambida fazia o meu clitóris pulsar de tesão. Eu já estava molhada.
Descalçou-me a outra sandália e repetiu tudo com prazer e desejo intenso.
Ele deitou-se de costas no chão e puxou os meus pés contra o pau dele, ainda preso pelas calças. Sentia a dureza a latejar. Desabotoou rapidamente e libertou-o. Estava grande, grosso, a escorrer de excitação. Coloquei o meu pé por cima, deslizando a planta contra a glande brilhante.
— É isto que queres? Que eu te faça gozar com os meus pés? — provoquei.
Ele gemeu alto, agarrou os meus tornozelos e começou a esfregar-se freneticamente. Eu ri, mas logo fiquei ainda mais excitada com a cena. Peguei o meu outro pé e apertei o pau dele entre os dois, fazendo movimentos como se fosse uma punheta. O óleo que ele espalhou sobre os pés fazia tudo deslizar facilmente.
O pau escorregava entre os meus dedos, brilhante, molhado, enquanto ele gemia como um louco. Eu inclinava-me para frente, a minha boceta já molhada, e esfregava-me contra a perna dele. O cheiro a sexo, o calor do quarto, o som dos nossos gemidos… tudo me incendiava.
Não aguentei mais. Sentei-me em cima dele, encaixando o pau duro e molhado dentro de mim de uma vez só. O grito que soltei ecoou no quarto. Ele agarrava os meus pés e levava-os à boca, chupando-os enquanto me fodia. Cada estocada era profunda, lenta, mas intensa.
O prazer era avassalador: o pau dele a rasgar-me por dentro, a língua quente sugando os meus dedos do pé… eu sentia o orgasmo a crescer.
— Chupa, lambe-me toda… — gemi, descontrolada.
O clímax explodiu, o meu corpo tremeu, o gozo escorria pelas minhas coxas. Mas ele não parou. Virou-me de costas, pôs-me de gatas, e penetrou-me com força. A cada estocada, puxava um dos meus pés para a boca, chupando com fome, como se não conseguisse escolher entre a minha boceta apertada e os meus pés lambuzados.
Vim-me outra vez, gritando, arranhando o chão, completamente rendida. Ele veio logo depois, gozando forte, jatos quentes a encharcarem-me, enquanto ainda chupava os meus dedos como se fossem o seu último vício.
Deitámos na cama exaustos, suados, com cheiro a sexo no ar.
Nunca tinha sentido algo tão intenso. A podolatria deixou de ser apenas uma palavra estranha, que achasse estranho ou me desse vontade de rir: agora era um segredo excitante que levarei sempre comigo.
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