Road Trip da Betty

Serra da Estrela, Noite Ardente no Frio

Depois da nossa noite quente em Castelo Branco, acordámos cedo, com os lençóis ainda a cheirar a sexo e vinho. Seguimos estrada acima em direção à Serra da Estrela. A cada curva, a paisagem tornava-se mais impressionante: vales verdes, rochedos imensos, ribeiros cristalinos que deslizavam entre pedras. Parámos no Covão d’Ametade, aquele lugar mágico com árvores alinhadas e água a correr, onde muitos dizem ser um dos cantos mais bonitos da serra.

Comprámos queijo da serra e um pão caseiro numa aldeia típica, e levámos para comer mais tarde. Mas o que me alimentava mesmo era o desejo crescente que se sentia no ar. O frio lá fora contrastava com o calor que crescia dentro de mim cada vez que ele me olhava.

Ao cair da noite, estacionou a autocaravana perto da Torre, o ponto mais alto de Portugal continental. Lá fora, o vento frio fazia tremer as janelas, mas nós não tínhamos frio nenhum. Ele puxou-me para fora da autocaravana:

— Hoje quero sentir-te aqui fora, com o ar gelado na pele e o teu corpo quente a aquecer-me.

O chão estava húmido, o ar rarefeito, e só a lua iluminava a neve que ainda resistia em alguns pontos. Encostou-me à lateral da autocaravana, as mãos firmes a deslizar pelo meu corpo, levantando o casaco que mal me protegia. O contraste do ar frio nos meus mamilos endurecidos com a sua boca quente a sugá-los fez-me gemer alto, sem medo de quem pudesse ouvir.

De repente, virou-me de costas, as minhas mãos apoiadas no metal frio da autocaravana. Senti-o pressionar-se contra mim, baixou-me as calças e senti o pau duro e latejante a roçar na minha pele nua. Quando finalmente me penetrou, um arrepio percorreu-me da espinha até ao clitóris. O frio da montanha desapareceu. Só existia o calor dele dentro de mim.

Os movimentos eram intensos, compassados, o som do vento misturado com os estalos dos nossos corpos a chocarem. Eu mordia o lábio, tentando conter os gritos, mas a sensação de ser fodida ali, ao ar livre, com a Serra inteira como testemunha, era demasiado intensa.

Cada investida fazia-me cravar as unhas no metal da autocaravana, o ar frio entrava-me nos pulmões, e os gemidos roucos dele atrás de mim faziam-me perder o controlo. Quando gozei, foi como uma explosão, tão forte que quase me faltou o ar rarefeito da serra. Senti o corpo dele tremer contra o meu, a respiração ofegante no meu pescoço, e logo depois o calor do seu gozo a invadir-me e a escorrer nas minhas pernas.

Encostados um no outro, rimo-nos, arrepiados do frio, mas embriagados pelo prazer. Voltámos para dentro, enrolámo-nos num cobertor, partilhámos o queijo da serra e o pão, e brindámos com vinho tinto em copos de plástico.

Ali, a quase 2.000 metros de altitude, descobri que a verdadeira vertigem não vinha das montanhas, mas do prazer de me entregar sem limites.

Voltas para o próximo dia de viagem?

One response to “Road Trip da Betty”

  1. Avatar de
    Anónimo

    Simplesmente maravilhoso Betty…tao intenso..hummm beijinhos grandes

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O lugar onde a Elisabete e a Betty são uma só…

“Betty’s Secrets” é o lugar onde a rotina de uma mulher comum encontra o inesperado.
Aqui, Betty, recatada e tímida, revela a sua vida dupla: durante o dia, é discreta; à noite, e sempre que está sozinha no trabalho ela transforma-se numa mulher ousada que explora os seus desejos mais profundos em shows online eróticos e porno, em público ou privado.
Entre confissões e contos provocantes, descobre os segredos de quem ousa viver entre o real e o proibido.
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