Primeira Noite em Castelo Branco

Foram precisas apenas algumas horas de estrada para que eu sentisse que aquela viagem ia mudar muita coisa em mim. Eu e ele… um “amigo colorido”, como costumo dizer com aquele sorriso malandro. Um daqueles homens que nunca foi namorado, mas que sabe exatamente como me despir com o olhar.
Chegámos a Castelo Branco já ao final da tarde. Estacionou a autocaravana perto das muralhas antigas, com vista para a cidade iluminada pelo pôr do sol. Passeámos pelo Jardim do Paço Episcopal – aquele lugar cheio de estátuas de santos, escadarias e fontes — e a sensação era quase irónica: eu, tão pecadora nos meus desejos, a caminhar entre figuras santas que pareciam observar-me.
Ao regressarmos à autocaravana, o ar estava quente, com aquele cheiro a pedra antiga e noite de verão. Mal fechei a porta atrás de nós, senti a sua mão firme na minha cintura.
— Já devias estar nua desde que saímos do jardim — sussurrou-me ao ouvido.
Sorri, mordendo o lábio, e deixei-o despir-me devagar. Primeiro a blusa, depois os calções, até eu ficar apenas de lingerie preta, rendada, que tinha escolhido de propósito para aquela noite.
Deitei-me na cama estreita da autocaravana, e a sensação de estarmos num espaço tão pequeno, com janelas semi-abertas e a cidade ali em baixo, só me excitava mais. Ele passou os dedos pela minha pele como quem explora um mapa, tocando-me nas coxas, subindo até ao centro do meu desejo. Já estava molhada, o corpo a implorar por mais.
Quando finalmente me penetrou, o balanço da autocaravana acompanhava os nossos movimentos, rangendo com cada investida. Era quase como se a própria cidade ouvisse os meus gemidos abafados, enquanto eu cravava as unhas nas suas costas.
Lá fora, Castelo Branco dormia. Cá dentro, eu acordava para uma liberdade que há muito não sentia.
E antes de adormecer, ainda pensei:
“Se a primeira noite foi assim… nem quero imaginar o que me espera nos próximos dias.”
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