
Há prazeres que não se explicam… vivem-se. Para mim, dar prazer com a boca é muito mais do que um ato físico. É uma dança de sentidos, uma sedução silenciosa onde cada gesto é uma promessa cumprida. O broche perfeito começa muito antes da língua tocar. Começa no olhar. Na tensão do momento. No arrepio que antecede o primeiro contacto.
Adoro ajoelhar-me com calma, como quem se prepara para saborear algo sagrado. Sinto o calor da pele, o aroma intenso do desejo, o toque do tesão no ar. Aproximo os lábios, quase sem tocar, e deixo apenas o hálito quente percorrer a ponta, como um sussurro de tentação.
Roço os lábios levemente, dou suaves beijos molhados com a boca entreaberta, deixando a minha língua saborear a cabecinha com movimentos suaves e circulares, descendo e estimulando a glande com a ponta da língua firme e suave. Como quem explora algo precioso e ao mesmo tempo tão íntimo. Ouço a tua respiração mudar, sinto o teu corpo responder a cada toque meu. As veias a pulsar, o calor a crescer, o teu sexo a tornar-se mais espesso, mais duro… mais meu.
Olho para cima e procuro os teus olhos. Há uma energia que se cria nesse contacto visual — uma mistura de poder e entrega que me deixa completamente molhada. A excitação de sentir o quanto me desejas, o quanto te entregas, dá-me ainda mais vontade de continuar, de provocar, de ir mais fundo… e continuo com movimentos de vai e vem, chupo com mais firmeza e intensidade mantendo o contacto de olhos nos olhos.
No começo é devagar, como quem saboreia um gelado num dia quente. Mas à medida que o teu prazer se intensifica, também o meu corpo vibra mais. A boca ganha ritmo, a língua desliza com mais ousadia, as mãos seguram firme as tuas coxas, sinto os teus gemidos roucos e graves como música que guia os meus movimentos.
Alguns tentam resistir, aguentar, mas dizem que é difícil. Que o que faço é mais viciante do que qualquer garganta funda. Talvez porque não uso só a boca… uso a alma. Uso os olhos, as mãos, o corpo inteiro numa entrega total.
E há finais diferentes. Gosto de escolher conforme o momento. Às vezes, deixo que tudo me escorra pela boca, quente e espesso, e sorrio ao ver o prazer estampado no teu rosto. Outras vezes, deixo que escorra pelas minhas mamas, sentindo cada gota como um presente. Mas há noites em que paro no momento certo, subo para o teu colo, encaixo-me sem pressa e deixo que te venhas dentro de mim. Sinto cada pulsar, cada espasmo, cada centímetro a render-se ao prazer de estar dentro de mim. E eu, completamente cheia, satisfeita… e ainda mais excitada.
Porque o broche perfeito não está apenas na técnica. Está na intenção. No olhar. No prazer que dou… e no prazer que recebo em troca.
Esse é o meu segredo. E talvez, só quem já provou… entende.
Beijo grande e molhado da tua Betty
Obrigada pelo teu comentário