A Segunda Visita ao Clube durante as Férias

Era a segunda noite no clube, durante as minhas férias, e embora já tivesse pisado aquele clube antes, algo no ar daquela sexta-feira estava diferente. Talvez fosse a forma como a minha pele se arrepiava só de lembrar a noite anterior. Ou talvez fosse a antecipação que escorria lenta, como o gin tónico que bebi devagar antes de sair.
Chegámos cedo. O ritual já era conhecido: tocar a campainha, o sorriso discreto de quem nos recebe, o pareô dobrado com cuidado, a toalha perfumada. As roupas do dia ficaram no cacifo e com elas as personagens de sempre. Ali dentro, eu era apenas desejo.
A luz suave dourava os corpos à meia-luz, misturando silhuetas, sorrisos e sombras com a música excitante e envolvente. O calor húmido do espaço colava-se à pele, fazendo brilhar os ombros nus, os peitos semi-cobertos, os olhares famintos. Havia cheiro de tesão, sexo e excitação no ar, entre os perfumes masculinos mais intensos que se sentia no ar e o doce da bebida nos copos.
Foi quando os vi. Dois homens, amigos, já à vontade naquele ambiente. Os olhos percorreram-me sem pudor, mas com um cuidado elegante, como se me oferecessem uma dança silenciosa antes de pedirem para entrar no meu mundo. O primeiro aproximou-se e sussurrou algo que não recordo, mas o tom baixo e rouco fez o meu ventre apertar-se de leve. O segundo apenas sorriu, cúmplice.
Não houve pressa. Perguntaram o que queria beber, ofereceram um Gin tónico, dançámos… Eu no centro, eles nos extremos da minha pele. Toques que começaram no ombro e escorregaram pelos braços até à cintura. O toque no pareô, no laço que segurava o pano ao meu corpo… e depois, a lingerie reduzida e a pele. A minha pele entregue, arrepiada, desperta.
Aceitei ir com eles. Não por submissão, mas porque naquela noite eu seria a rainha. E eles, os cavaleiros do meu prazer. Eles não me iam usar, eu iria fazer deles meus objetos de prazer…
Entrámos numa cabine privada, velada por véus translúcidos e luz âmbar. Os corpos entrelaçaram-se num jogo de sede e saciedade. As mãos deles deslizavam com precisão. A minha boca sussurrava comandos suaves. Eles obedeciam. Nada entre eles, tudo em mim. Beijos alternados, carícias espelhadas, lábios na minha nuca enquanto outro desenhava com a língua o caminho entre os meus seios. Era adorada, tocada, saboreada… como um segredo revelado apenas a quem sabe esperar.
Enquanto os lábios do Lucas devoravam a humidade da minha vagina e me fazia gemer de prazer, o Marc metia o seu sexo duro e latejante na minha boca, que eu chupava e lambia com devoção. Depois trocaram e o Marc quase que me fez soltar o primeiro orgasmo na sua boca.
Colocou o preservativo e começou a penetrar-me, lentamente no início, permitindo-me sentir, degustar o momento.
Nem sei quanto tempo estivemos ali naquelas trocas …
Mas o tesão era tanto que permiti que me penetrassem os dois, ao mesmo tempo, de quatro em cima de um, com o outro a meter por trás, num anal delicioso, nem sei se senti dor, o prazer era tudo naquele momento.
Tive vários orgasmos antes que eles jorrassem todo o sémen em mim, o Lucas veio-se primeiro, depois o Marc… ficámos uns momentos a recuperar o fôlego. Sorrimos e fomos para os duches.
Durante o duche beijámo-nos e acariciámo-nos, como se fossemos recomeçar o ritual de acasalamento.
Mas depois, voltámos ao bar, as pernas ainda trêmulas e o corpo ainda quente, tomei um copo de água gelada. Depois mais um Gin, conversámos os três, conhecemo-nos mais um pouco. Esta noite, foi como começar pela sobremesa e a seguir o prato principal. A minha amiga chegou logo depois, com um sorriso preguiçoso e cúmplice. Nenhuma de nós disse nada. Não era preciso.
Voltámos para casa em silêncio… mas nos olhos, ambas sabíamos: havia mais noites como esta a caminho. E eu… continuaria a reinar.
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