Noite quente num clube discreto

Era a nossa primeira vez ali… sozinhas.
Já conhecíamos o clube, claro. Tínhamos estado ali antes, sempre acompanhadas por amigos, num círculo de segurança que tornava tudo menos intenso, mais controlado. Mas naquela noite de quarta-feira, decidimos arriscar. Apenas eu e ela. Duas mulheres decididas a viver os próprios desejos — sem filtros, sem proteções.

À entrada, a familiaridade acalmava a ansiedade: a receção elegante, os sorrisos discretos, o aroma inconfundível de prazer à espreita. Recebemos os nossos páreos leves, toalhas, e seguimos para os cacifos. Cada peça de roupa retirada parecia libertar também qualquer resquício de timidez. Ficámos apenas com a lingerie no corpo… e a vontade de sentir.

O espaço respirava luxúria.
As luzes quentes criavam sombras nos contornos dos corpos que passavam, silhuetas dançantes e provocadoras. O cheiro era uma mistura embriagante de perfumes amadeirados, suor e desejo. Ao fundo, a música soava como um coração a bater no escuro. Olhares cruzavam-se em silêncio, alguns demoravam-se um pouco mais sobre nós, como se nos despissem com a imaginação.

Caminhámos até ao bar, os nossos corpos envoltos apenas pelos tecidos soltos e a pele exposta. Pedimos gins para descontrair e desinibir. Dançámos uma com a outra, rindo, provocando, sentindo o calor de quem nos observava. Estávamos deliciosamente expostas… e sabíamos disso.

Depois fomos para o jacuzzi e foi quando ele se aproximou. Alto, moreno, olhar estrangeiro — australiano, disse-nos depois, com um sotaque que me fez arrepiar. Colocou-se no meio de nós e encostou-se suavemente à minha cintura, tocava-nos como quem dança sem pressa, os seus dedos tocavam a noss pele nua com a precisão de quem sabe provocar sem invadir.

Disse para irmos as duas com ele para privado, mas dissemos que teria que escolher uma de nós. Sussurrou algo atrevido no meu ouvido, e eu sorri. O calor do álcool e do ambiente libertino já me tinha dissolvido qualquer resistência. Segui-o até uma das cabines. Um espaço húmido, quente, íntimo, onde apenas a suave luz vermelha brilhava.

Ali, sem palavras desnecessárias, as suas mãos afastaram o meu páreo, e os dedos exploraram-me até encontrar o ponto onde o meu corpo se rendia. Ele guiou a minha mão até ao seu sexo — duro, quente, pulsante — e começámos a masturbar-nos um ao outro, olhos nos olhos, bocas entreabertas. Depois puxou-me para o seu colo, e com um gesto firme, afastou o tecido da minha lingerie, enfiou os dedos para sentir o quão molhada estava. Ele colocou o preservativo e sentei-me nele devagar, encaixando cada centímetro do seu prazer em mim.

Foi rápido, suado, sem vergonha. O vapor abafava os gemidos, mas o corpo tremia, estremecia com cada investida. Gozei ali, em silêncio, com os lábios colados ao seu pescoço e os músculos ainda a contrair-se quando me recompus.

Voltei ao bar com as pernas bambas e a alma leve.

A minha amiga apareceu algum tempo depois, com os cabelos soltos, um brilho nos olhos e um sorriso que dizia tudo. Ela também tinha explorado os próprios limites com alguém que a despiu… não apenas do páreo, mas de preconceitos antigos.

Voltámos para casa com os corpos quentes e a pele ainda a vibrar.
E dentro de mim, uma certeza: sábado, a próxima noite hetero, seria ainda mais intensa.

Obrigada pelo teu comentário

Os Segredos da Betty

O lugar onde a Elisabete e a Betty são uma só…

“Betty’s Secrets” é o lugar onde a rotina de uma mulher comum encontra o inesperado.
Aqui, Betty, recatada e tímida, revela a sua vida dupla: durante o dia, é discreta; à noite, e sempre que está sozinha no trabalho ela transforma-se numa mulher ousada que explora os seus desejos mais profundos em shows online eróticos e porno, em público ou privado.
Entre confissões e contos provocantes, descobre os segredos de quem ousa viver entre o real e o proibido.
Bem-vindo ao universo da Betty, onde nada é o que parece.