
Há algo profundamente libertador em fazer as malas e partir sozinha. Sem planos rígidos, sem ter de dar satisfações, apenas eu, a minha vontade… e o meu desejo. Esta viagem à Suíça foi mais do que um simples passeio, não foi como as outras viagens — foi um reencontro comigo mesma, com a minha essência mais livre e selvagem.
Assim que o avião aterrou, senti a leveza no peito. O calor do sol no rosto, que aquecia por dentro. Um calor doce percorria o meu corpo. Aqui, ninguém me conhece. Posso andar pelas ruas como uma mulher comum, discreta, invisível… ou posso ser a Betty. Aquela que se permite sentir, provocar, viver — sem censuras, sem olhares julgadores. Aqui, posso ser a mulher que escondo no dia a dia. Posso ser o desejo em carne e osso. Vestir-me mais provocante, olhar os homens nos olhos…
A minha amiga foi buscar-me ao aeroporto, mas como ela tinha de regressar ao trabalho, o primeiro dia foi só meu. Um café quente no centro, passeio junto ao lago, uma foto no relógio de flores, outra perto do jato de água… olhar curioso por cada rosto que cruzava. Perguntava-me: “será que alguém aqui já me viu em live? Será que já se masturbaram ao som da minha voz?” E só esse pensamento já me excitava e me arrancava um sorriso malandro enquanto caminhava.
Mas o que mais me excitava era saber que esta noite prometia mais… muito mais.
O corpo já antecipava, vibrava em silêncio. A pele pedia toques, os lábios desejavam ser mordidos, os seios… chupados com vontade. Há sítios que nos deixam em brasa só de pensar neles. Para mim, o Les Bains de l’Est é um desses lugares. Um clube elegante, sensual, onde os olhares dizem mais que mil palavras… e onde as fantasias encontram espaço para florescer. Onde os olhares, gestos e sinais substituem as palavras.
Já lá estive antes. Já deixei a minha marca. Já fui beijada contra a parede do banho turco e nas cabines privadas. Já fui possuída em silêncio, apenas com gemidos abafados e mãos firmes a segurar-me pelas ancas.
E hoje… talvez volte mais uma vez.
O vestido que escolhi está pendurado, esperando para deslizar pelas minhas curvas. A lingerie é nova, preta, rendada, provocante. Gosto de me preparar devagar, imaginando quem vai me ver despida, quem vai tocar primeiro, quem vai saborear o prazer de me ter… só por uma noite.
Viajar sozinha é isso. É dar-me a liberdade de ser quem sou sem medo. É fugir da rotina, é excitar-me com o desconhecido. E esta noite, amor, a Betty vai deixar-se seduzir e possuir. Sem medos, sem vergonhas, sem tabus….
Conto-te os detalhes depois…. queres saber como foi?
Obrigada pelo teu comentário