Betty pelos Caminhos de Portugal

O dia começou com um sol dourado a iluminar as ruas de calçada de Évora, essa cidade encantada, de muros antigos e segredos por revelar. Eu, duas amigas e um amigo querido, decidimos fazer uma escapadinha entre amigos, e Évora parecia o cenário perfeito para um fim de semana de charme, sabores… e prazer.
Passeámos pelo centro histórico, deixámo-nos perder entre as lojinhas de artesanato, visitámos a impressionante Capela dos Ossos — onde sussurrei baixinho: “Nós, que aqui estamos, por vós esperamos…” — e subimos à Catedral para ver a cidade do alto, com o calor do Alentejo a aquecer-nos a pele e a despertar lentamente algo mais profundo.
Ao final da tarde, brindámos com vinho branco fresco num dos terraços da Praça do Giraldo, o riso leve, os olhares cúmplices. Ao jantar, rendemo-nos ao sabor intenso de borrego assado e acompanhámo-lo com um vinho tinto encorpado, de tal forma intenso que começou a toldar-nos os sentidos. Os nossos corpos estavam mais soltos, os toques mais demorados, as palavras mais carregadas de segundas intenções.
As nossas amigas que vivem em Évora foram para suas casas depois do jantar e nós fomos para o Hotel, onde tínhamos reservado dois quartos para uma noite.
Quando chegámos ao Évora Hotel, já havia um clima difícil de esconder. Fomos para o meu quarto, disse ele para falar mais um pouco.
O quarto era amplo, a luz suave, o cheiro dos lençóis limpos misturava-se com o aroma adocicado do meu perfume.
Não demorámos a despirmo-nos dos pudores.
Surpreso, nunca imaginando a lingerie ousada que tinha vestida por baixo das roupas clássicas e discretas que eu sempre usava… Ele aproximou-se de mim devagar, como se me desvendasse com os olhos antes mesmo de me tocar. O primeiro beijo foi molhado e lento. As mãos dele exploravam as minhas costas nuas com a fome de quem esperou o dia todo por aquele momento. Deixei-me cair de costas na cama e puxei-o para cima de mim com força.
Os seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, pelo decote ainda húmido do calor do dia. Quando sugou o meu mamilo esquerdo com delicadeza, senti as pernas tremerem e arqueei as costas com um gemido suave. Ele sussurrava obscenidades no meu ouvido, e eu respondia com movimentos de quadril, pedindo mais.
Desceu até ao meu ventre, beijando cada curva como se me venerasse. Quando a sua língua tocou o meu clitóris, tremi. Movia-se com perícia, fazendo círculos, sugando, provocando — e eu contorcia-me, a gemer alto, a agarrar os lençóis, a morder o lábio para não gritar.
Depois, subiu e penetrou-me de um só gesto. Estava duro, quente, e olhava-me nos olhos enquanto me possuía. Os nossos corpos batiam com força, suor misturado, gemidos abafados pela música suave que ainda tocava no fundo. A posição mudou, virei-me de costas, e ele puxou os meus cabelos enquanto me penetrava com força, dizendo ao ouvido o quanto me desejava.
Implorei por mais, com mais força… “Faz de mim a tua puta”.
Quase que caía na tentação de lhe contar que sou CamGirl, mas não… não pode saber. Para ele serei sempre a Elisabete, a amiga tímida, que quando o vinho a relaxa… solta-se e deixa-se levar em loucuras.
Foi uma noite longa, suada, feita de várias voltas de prazer — com pausas apenas para beber mais um copo de vinho e saborear o corpo um do outro ao som dos risos que escapavam entre carícias.
Adormecemos nus, abraçados, o corpo ainda a pulsar, com Évora a brilhar lá fora, cúmplice silenciosa de uma noite escaldante.
Beijo grande e molhado da tua Betty
P.S. – Lembraste desta noite P…..?
Obrigada pelo teu comentário