
Nada me faz sentir mais viva e desejada, que acordar com o teu corpo colado ao meu, quente, faminto… O calor da tua pele deslizando contra a minha, o peso do teu braço sobre a minha cintura, a tua mão a verificar que estou molhada te desejando dentro de mim, a tua respiração quente no meu pescoço. Antes mesmo de abrir os olhos, já sinto a tua presença, a tua ereção firme encostada às minhas nádegas, pulsando contra mim como um convite silencioso.
Fico quieta por uns segundos, apenas arrebito o rabo contra ti, a saborear a sensação. Sei que estás acordado, sei que me queres. As tuas mãos começam a mover-se lentamente, primeiro deslizando sobre a minha barriga num carinho preguiçoso, depois descendo até às minhas coxas. Finges que apenas exploras o meu corpo, mas eu percebo a tua intenção, que também é a minha. Sinto os teus dedos traçando círculos suaves na minha vagina, a tua respiração a ficar mais pesada quando me contorço ligeiramente para me encaixar melhor contra ti.
O teu toque vai-se tornando mais ousado, mais possessivo. Deslizas os dedos pelo interior das minhas coxas, abrindo-me lentamente, provocando-me sem pressa. A minha pele arrepia-se de baixo das tuas carícias, um arrepio quente e delicioso que me desperta completamente. A minha respiração acelera quando a tua mão finalmente encontra o meu centro, sentindo a minha excitação. Gemo baixinho ao perceber que o meu corpo já te deseja tanto quanto o teu deseja a mim.
“Já estás assim tão molhada para mim…?” murmuraste contra o meu ouvido, a tua voz rouca, carregada de desejo.
Sorrio e empino ligeiramente as ancas, incentivando-te a continuar. Gosto da forma como me possuis de manhã – sem hesitações, sem necessidade de palavras, apenas desejo cru e necessidade urgente. O teu corpo cobre o meu, e num instante estou deitada de bruços, sentindo-te pressionar-me contra os lençóis, movimentos ritmados a provocar, a tua respiração quente no meu pescoço.
Sinto os teus lábios no meu ombro, beijos lentos, molhados, descendo até à minha coluna. As tuas mãos percorrem as minhas curvas, apertando-me, mostrando-me o quanto te excito. Adoro saber que, mesmo com os meus 47 anos, continuo a despertar em ti esse fogo incontrolável. O modo como agarras as minhas ancas, como me puxas contra ti, deixa claro o quanto me desejas.
Quando finalmente me preenches, um gemido abafado escapa dos meus lábios. O prazer é imediato, avassalador. O ritmo começa lento, como se quisesses saborear cada segundo, cada centímetro do meu corpo a envolver-te. Mas rapidamente se torna mais intenso, mais profundo, os nossos corpos movem-se juntos numa dança instintiva.
As tuas mãos exploram as minhas mamas, apertam-me, beliscam-me suavemente. O teu ritmo acelera, e cada penetração tua envia ondas de prazer pelo meu corpo. O meu clitóris roça nos lençóis, intensificando cada sensação, fazendo-me gemer e agarrar os lençóis com força.
Não há nada mais delicioso do que ser tomada assim, ser desejada desta forma tão crua e intensa. Os nossos corpos estão colados, suados, o quarto preenchido pelos nossos gemidos e respirações descompassadas. O prazer sobe rapidamente, o clímax a aproximar-se como uma onda inevitável.
Quando finalmente me entrego ao orgasmo, o meu corpo estremece sob o teu, contraído em espasmos de puro êxtase. Os meus gemidos abafado pela almofada enquanto me deixo ir, perdida na sensação de prazer absoluto. E pouco depois, sentindo os meus músculos apertarem-se à tua volta, tu também te entregas, gemendo rouco no meu ouvido enquanto te derramas dentro de mim.
Ficamos assim, colados, suados, saciados. A tua mão desliza até à minha, entrelaçando os nossos dedos num gesto de carinho depois da tempestade de prazer.
Suspiras e beijas-me suavemente no ombro, como se dissesses “bom dia” sem precisar de palavras.
E, enquanto nos recuperamos, sorrio ao perceber que o dia começou da melhor forma possível… e que, se tivermos sorte, talvez termine da mesma maneira.
Tomamos duche juntos, vestimo-nos… e ao sairmos, cada um para o seu trabalho, despedimo-nos e dizes: “- Podíamos acordar juntos todos os dias… é só quereres, eu quero muito”
Sorrio , mas não te respondo, apenas penso: “É melhor assim…”
Beijo Grande da tua Betty
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